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Discurso do presidente

Caros parceiros interessados no desenvolvimento do profissionalismo dos assistentes sociais de Macau:

Caríssimos!

Como retrospectiva dos passados quarenta anos em Macau, podemos verificar que o posto de trabalho de assistente social não foi fácil de ser conseguido.

Segundo aquilo de que me recordo, a entrada de um assistente social formado numa unidade de serviço levava a que a maior parte dos colegas questionassem a sua presença nessa unidade ou o próprio, embora titular de habilitações literárias correspondente, tivesse dificuldades em explicar o seu background aos colegas. Recordo-me tão bem das cenas embaraçosas causadas pelo facto do assistente social não saber como cooperar com os colegas na execução das tarefas.

No entanto, as cenas atrás relatadas deixam de existir hoje em dia, após o retorno da soberania de Macau à Pátria e estabelecida a Região Administrativa Especial de Macau, momento a partir do qual o desenvolvimento entre os benefícios sociais e o profissionalismo dos assistentes sociais proporcionaram uma óbvia e estreita relação fundamentada de promoção mútua. Nesse contexto, a presença dos assistentes sociais há muito que deixou de se centrar apenas na área de serviços sociais para passar a entrar também nos campos como de saúde, educação, serviços correccionais e também no campo laboral, judicial e de administração civil e até no mercado do comércio e de empresas. Como se depreende do exposto, os assistentes sociais conseguiram granjear o reconhecimento geral e a aceitação dos diferentes sectores da sociedade, permitindo assim, por um lado, comprovar suficientemente a capacidade profissional dos assistentes sociais de Macau, a concretização da política de serviço social e, por outro, constituir a melhor prova da concretização da profissão de servir a população.

Ademais, sob a atenção e expectativas do Governo e dos diferentes sectores da sociedade e com a aprovação do regulamento administrativo para o estabelecimento do Regime da Qualificação Profissional dos Assistentes Sociais e do Conselho Profissional dos Assistentes Sociais, foi finalmente criado o Conselho Profissional dos Assistentes Sociais, de que eu e todos os vogais sentimos particularmente honrados por termos conseguido granjear o apoio do Governo e dos diferentes sectores da sociedade e sermos nomeados para assegurar as atribuições que nos estão delegadas pelo Conselho. Portanto, vamos empenhar-nos com todo o nosso esforço para o desenvolvimento do profissionalismo dos assistentes sociais de Macau e ainda lutar para promover o bem-estar social da Região Administrativa Especial de Macau.

As tendências no mundo surgem de forma vigorosa. Assim, a profissão de assistente social, originária dos países da Europa e dos Estados Unidos da América, trouxe à sociedade e à população do Oriente, além de formas eficazes de serviços profissionais, conhecimentos valiosos quer da teoria quer da ética que merecem de ser reflectidos profundamente pelos trabalhadores do sector em causa. Nos dias de hoje, como é que deve proceder de maneira a que, para além do serviço social se fazer a integração humanística local e a demonstrar os seus efeitos profissionais, respeite a cultura das diferentes etnias e as tradições folclóricas? E o que deve ser feito para poder desenvolver o espírito profissional do serviço social num contexto onde se enquadram os problemas que carecem de ser tratados como a redução das contradições e dos conflitos da sociedade e, ou quando inevitável, confrontar com o impacto? Todo o exposto se relaciona com questões de crescimento da profissão e estas constituem também os desafios e as responsabilidades que a nossa equipa tem de assumir e enfrentar com todo o esforço.

Todos nós, unidos, lutámos dezenas de anos pelo profissionalismo.

Cumprimos a nossa promessa, criámos o regime profissional a favor da comunidade!

Estimulamo-nos mutuamente.

Au Chi Keung